Newsletter 1 | Setembro 2025
Reimaginar a meia-idade é mais do que sobrevivência: é criar novas formas de existir.
Reimaginar a meia-idade é mais do que sobrevivência: é criar novas formas de existir.
Olá! Sou a Pitty. Na verdade, meu nome é Cristina, mas desde “petita” esse apelido me acompanha. Tenho 53 anos, sou casada há quase 27 e tenho um casal de filhos jovens-adultos que me enchem de alegria e orgulho.
Minha última década foi intensa. Muitas conquistas e descobertas, mas também dúvidas, dores e decepções. Um período cheio de transformações no corpo e na saúde física e mental, nos relacionamentos, na vida profissional e na razão de viver.
Em muitos momentos me senti sozinha e sem ferramentas para navegar essa meia-idade com toda a sua complexidade. O mundo falando sobre longevidade, sobre viver cada vez mais, e eu inquieta diante desse “tempo extra”. Já parou para pensar que, no último século, ganhamos cerca de 40 anos a mais de expectativa de vida? Isso às vezes te angustia também?
Dos 20 aos 50 eu fiz faculdade e pós-graduação, construí uma carreira, namorei, me casei e recasei com o mesmo marido, tive e criei meus filhos, voltei a estudar inúmeras vezes e mudei de carreira outras tantas…E essa “segunda idade adulta” que chega agora? Na minha família, muitos vivem além dos 90; e eu me cuido bastante, posso chegar aos 100. E então, o que fazer com todo esse tempo? Quero continuar me sentindo relevante, interessante, atraente, produtiva, criativa… quero ter a joie de vivre da minha tia-avó de 98 anos!
Aprendi a me reinventar. Tive uma sólida formação em Administração de Empresas com pós em Finanças, e trabalhei por 20 anos no mercado financeiro, sempre movida pelo desafio intelectual. Eu era boa no que fazia e tive uma carreira de sucesso. Mas de repente aquilo perdeu o sentido. Minha filha, entrando na adolescência, me perguntou: “Por que você faz isso?” — e percebi que tudo parecia perfeito, mas não me preenchia mais. Eu estava distante do que realmente importava para mim.
Descobrir o que realmente importa é um enorme desafio. E muitas vezes ele é seguido por outro: como lido com as consequências financeiras de uma mudança de vida? A essas alturas, com tanta coisa consolidada? Foram tempos difíceis.
Nessa busca por um propósito, me apaixonei pelos temas de Sustentabilidade e Impacto Social. Esse novo ar preencheu meus pulmões e me deu coragem para “soltar a borda” e explorar novas águas, mesmo sem saber ao certo onde ia dar.
Foi aí que percebi que poderia usar meu “lugar na mesa” para influenciar empresas a adotarem modelos de negócio mais sustentáveis, cuidando das pessoas e do planeta. E então, por 10 anos, incorporei esses temas à minha atuação no Conselho de Administração de grandes corporações, e sinto que plantei boas sementes por onde passei.
Mas já sei que o que me trouxe até aqui não é mais o que me levará adiante. Mais uma vez, o que me servia já não me serve, falta. Não sei me acomodar. Tenho cada vez mais perguntas e menos respostas. Sou curiosa, tenho novos anseios, minha alma é inquieta. E por isso, nos últimos três anos, me aprofundei em estudos sobre saúde mental, relacionamentos, transições de carreira, longevidade e terapia sistêmica — e aprendi muito com meu próprio processo de autoconhecimento e desenvolvimento interior.
Já quis mudar o mundo, mas hoje quero tocar pessoas — uma aqui, outra ali. Quero estar em espaços onde não preciso performar, onde posso simplesmente ser. Cansei de tentar agradar todo mundo. Cansei de achar que preciso ter respostas para tudo. Na primeira metade da minha vida, tentei ser perfeita, e isso (além de obviamente não ter dado nem um pouco certo) me custou muito. Na segunda metade, quero relaxar na imperfeição. Mais aventura, mais riso, menos ego e mais alma. Conexões verdadeiras. Amor incondicional.
Se hoje tenho clareza sobre o que quero, é resultado de muito trabalho interno, reflexão e paciência para suportar o desconforto do não-saber. O novo não nasce sem esse vazio.
E então chegou a hora de mais uma onda, um novo começo. Resolvi empreender – com uma pergunta em mente: e se a segunda metade da vida for, na verdade, um tempo de expansão, liberdade e criatividade? Quero viver anos de qualidade, usando todo meu potencial, com apoio, coragem e brilho nos olhos.
E quero convidar você a fazer o mesmo.
É para isso que nasce a Anthea: para estar ao seu lado nessa jornada, oferecendo ferramentas práticas, conteúdo reflexivo e experiências transformadoras, com escuta e trocas profundas sobre o que realmente importa. Para que você possa sair do modo automático, ampliar seu campo de possibilidades e encher o próximo capítulo da vida com autenticidade, desenvolvimento e alegria.